XXVIII Colóquio de Usinagem traz inovação para a comunidade acadêmica
Evento ocorre entre 23 e 25 de setembro
*Por Marília de Paiva Siqueira
O auditório da Biblioteca Central da Universidade Federal de Goiás (UFG) foi o lugar escolhido pela Escola de Engenharia Elétrica, Mecânica e de Computação (EMC/UFG) para a organização do Colóquio de Usinagem, evento já tradicional, para sediar sua XXVIII edição, que teve sua abertura na manhã desta quarta-feira (23) e encerra sua programação na sexta-feira (25).
O Colóquio teve como idealizadores o Instituto Federal de Goiás (IFG), a UFG e a Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI). Além disso, o evento contou com o apoio de diversas instituições e empresas, a exemplo da Funape e da Mitsubishi Materials.
Voltado especialmente para profissionais da indústria, professores, mestrandos e doutorandos, estudantes de graduação, engenheiros e técnicos cuja pesquisa ou trabalho versam sobre a temática ‘Processos de usinagem’, o evento abordará diversos temas relacionados à usinagem convencional e não convencional.
Para a XXVIII edição foram escolhidas as seguintes temáticas: usinabilidade dos materiais; textura e integridade da superfície; automação e tecnologia de controle dos processos de usinagem; melhoria dos parâmetros de processo; projeto de máquinas-ferramenta; sistemas de manufatura e planejamento; microusinagem; usina verde e metrologia em processos de usinagem.
A cerimônia de abertura foi marcada pela composição de uma mesa diretiva que contou com a presença do coordenador do XXVIII Colóquio de Usinagem, professor Daniel Fernandes da Cunha; o diretor da Escola de Engenharia Elétrica, Mecânica e de Computação, professor Lourenço Matias e pelo Pró-Reitor de Pesquisa e Inovação, professor Wendell Coltro.
Representando a reitora, professora Sandramara Matias Chaves, e a PRPI, Wendell disse que é notável o esforço do professor Daniel e da equipe que o acompanha na organização porque participou desde a concepção da ideia do evento e percebeu o cuidado e as preocupações com a organização.
Um ponto importante destacado pelo Pró-Reitor foi a preocupação da EMC/UFG com o cronograma, o que não causou prejuízo nas aulas em detrimento do colóquio, porque o evento já consta do calendário: “Isso é mérito de todo o corpo docente e dos servidores técnico-administrativos, que pensam nos alunos, já que o evento é pensado para eles”, afirmou.
Sobre a iniciação científica e a política de bolsas, o professor citou que a PRPI gerencia o programa de iniciação à pesquisa, que não para de crescer: “Neste ano, superamos a demanda do ano passado e entendemos que no próximo ano vai acontecer a mesma coisa, entretanto, enfrentamos um obstáculo que é a falta de acesso a bolsas porque a cota bolsas da instituição está estagnada, razão pela qual teremos que vencer entraves burocráticos”, explicou.
Trazendo uma contribuição pessoal para o discurso, Wendell relatou sempre ter trabalhado com usinagem na Química: “Pensando nas indústrias, nas empresas que estão aqui presentes é preciso pensar também na demanda de mercado e como ajudá-la, nesse sentido, um colóquio sobre usinagem é de extrema importância”, defendeu.
Dentre as reflexões trazidas pelo professor, ficou um conselho valioso sobre uma trajetória acadêmica que usualmente apresenta resultados exitosos: “Existem muitos casos de alunos que tiveram muito sucesso, em diferentes áreas. Alguns deles, chegam na instituição, conseguem uma bolsa, seja de monitoria ou iniciação científica e 2 ou 3 anos depois estão despontando como empresários, produtores, pesquisadores de alto desempenho, sendo rapidamente absorvidos pelas empresas. É um caminho promissor.”, registrou.
Por fim, acerca do programa de pós-graduação, Wendell incentivou os estudantes a aproveitar todas as diretrizes estabelecidas pelos programas e direcionarem sempre o olhar para o mercado, concluindo que a UFG caminha para ser mais empreendedora, implementando uma formação que oportunize visão de futuro.
Também esteve presente na abertura o coordenador de popularização da ciência da PRPI, professor Renato Cândido da Silva.
UM POUCO MAIS SOBRE A HISTÓRIA DO COLÓQUIO
O Colóquio de Usinagem teve início como um evento local na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), sendo organizado pela primeira vez em 1993, pelo Laboratório de Ensino e Pesquisa em Usinagem, com o propósito de promover a difusão e debates sobre as pesquisas de usinagem que estavam sendo desenvolvidas.
Devido a credibilidade do evento e ao espaço criado para diálogos referentes aos temas de usinagem, o evento foi se expandindo, sendo realizado em diferentes universidades, atraindo a participação tanto da comunidade acadêmica como das indústrias, tendo, hoje, abrangência nacional.
