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Oficina estratégica de acesso a fundos europeus tem saldo positivo

On 08/21/26 14:25 . Updated at 08/21/26 14:28 .

Wesley Guerra ministrou o curso e manifestou satisfação com a interação entre os pesquisadores da UFG

Texto por Marília de Paiva Siqueira 


A “Oficina estratégica de acesso a fundos europeus para ciência, cultura e tecnologia”, idealizada pela Faculdade de Enfermagem e pelas pró-reitorias de pós-graduação e de pesquisa e inovação da Universidade Federal de Goiás (UFG), com a importante colaboração da Secretaria de Relações Internacionais (SRI), aconteceu entre os dias 17 e 20/08, no auditório da Funape, apoiadora do evento. O encontro abordou temas como ‘o ecossistema global de financiamento’; ‘o sistema de financiamento da União Europeia’; ‘como funciona a lógica dos editais’; ‘arquitetura de um projeto internacional’; metodologia pm² e gestão de projetos’; planejamento, riscos e monitoramento’ e ‘como submeter, ganhar e gerir fundos’.

A iniciativa abarcou professores, técnicos e estudantes de pós-graduação das diferentes áreas do conhecimento e teve como objetivo estratégico ‘fortalecer a formação dos pesquisadores para a elaboração de projetos cada vez mais competitivos, em especial para a captação de recursos de fomento no exterior, nesse caso, na União Europeia’, de acordo com a professora Natália Aredes, diretora de pesquisa e pró-reitora adjunta de pesquisa e inovação da UFG.

Ao citar dados, a professora Natália mencionou que a Faculdade de Enfermagem teve, recentemente, um projeto concluído financiado pela SIGIB (Secretaria Geral Íbero Americana), na qual trabalha Wesley Guerra, gestor do fundo Cooperativo Triangular Portugal - América Latina - África, e responsável por ministrar a oficina. O projeto citado foi o único do Brasil aprovado dentre os que foram submetidos à avaliação.

O curso abordou projetos nos níveis estratégico e operacional: ao discorrer sobre o nível estratégico, Wesley falou sobre a importância de conhecer a política dos órgãos que gerenciam os fundos, requisitos, normativas e visão para estabelecer projetos aderentes, para além dos temas de interesse e do edital, oportunidade para que os presentes pudessem revisar os fluxos operantes e repensar caminhos para potencializar a cooperação internacional para pesquisa e acesso a fomento da União Europeia.

Com relação ao nível operacional, além das orientações gerais de como são analisados os projetos e quais são os critérios de avaliação, o professor tornou possível entender e reconhecer melhor os instrumentos que a União Europeia, o SIGIB e os fundos utilizam, com base em uma metodologia de gestão de projetos que instrumentaliza os pesquisadores a elaborar os projetos já na linguagem que é requerida e valorizada por esses fundos, o que torna esses processos naturalmente mais competitivos na esfera global.


Semente plantada
Uma das alunas inscritas na oficina foi Tânia Aparecida Pinto de Castro Ferreira, professora da Faculdade de Nutrição da UFG e do programa de pós-graduação em ciência e tecnologia de alimentos, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da UFG.

Ao falar sobre sua experiência, Tânia destacou que saiu da oficina com vontade de colocar na prática tudo aquilo que foi aprendido na teoria porque o professor estimulou muito os participantes a produzir: “Tenho em mente dois grandes projetos, desde já. Um, envolvendo a APA (área de proteção ambiental) Samambaia, porque Wesley citou um fundo que pode ser utilizado para espécies em extinção, e o APA Samambaia entra em um dos muitos espaços da UFG. Eu vislumbrei um grande financiamento”, contou entusiasmada.

Honrado com o convite para ministrar a oficina, o professor Wesley Guerra destacou o potencial da UFG, pelos rankings, e falou sobre a estrutura, organização e adesão dos participantes, o que lhe rendeu uma grata surpresa: “Outro ponto importante de se destacar foi a diversidade de áreas interessadas na oficina, que já estão trabalhando neste sentido porque se apresentaram com perguntas, dúvidas o que deixa claro que a universidade é proativa e não reativa com relação à essa questão dos fundos da União Europeia”.

Fomento de balanço positivo
Observando o andamento do curso, o comportamento dos participantes e as trocas entre o professor Wesley Guerra com todos, a conclusão não poderia ser mais óbvia: a oficina foi um sucesso. “O curso teve êxito e nós tivemos nossas expectativas alcançadas e superadas porque o professor Wesley trouxe tanto uma visão operacional dos projetos, de acordo com as normativas europeias, quanto também do ponto de vista estratégico e de fluxo, para que possamos, cada vez mais, aprimorar e pleitear fomento na União Europeia”, concluiu com plena satisfação a professora Natália Aredes.

 

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